Fratura do rádio distal | Punho quebrado | Pulso quebrado
A fratura do punho, também conhecida como fratura do rádio distal, é uma lesão muito comum e pode ocorrer de diferentes formas. Uma das causas mais frequentes é a queda com a mão espalmada, quando a pessoa tenta apoiar a mão para proteger o corpo.
A gravidade da fratura pode variar de acordo com o tipo de trauma e com as características da lesão. O tratamento é definido individualmente, considerando tanto o tipo de fratura quanto as características e necessidades de cada paciente.
Como saber se o punho está quebrado?
O principal exame utilizado para diagnosticar uma fratura do punho é a radiografia (Raio X). A partir das imagens, o especialista consegue avaliar a localização e as características da fratura.
Em algumas situações, dependendo do resultado do Raio X, pode ser necessário realizar exames complementares, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para obter uma avaliação mais detalhada da lesão.
Como é o tratamento?
Existem, de maneira geral, dois tipos de tratamento para as fraturas do punho: não cirúrgico e cirúrgico.
O tratamento não cirúrgico consiste, geralmente, na imobilização do punho com tala gessada ou órtese por um período que pode variar de acordo com cada caso, frequentemente entre 4 e 6 semanas.
Já o tratamento cirúrgico pode ser indicado em determinadas fraturas, especialmente quando há características que dificultam a manutenção do alinhamento adequado dos ossos.
A escolha entre o tratamento cirúrgico e o não cirúrgico depende de diversos fatores, como:
Idade do paciente;
Nível de atividade;
Tipo e localização da fratura;
Desvio dos fragmentos ósseos;
Quantidade de fragmentos;
Comprometimento da articulação.
A avaliação de um especialista é fundamental para definir a melhor opção de tratamento para cada paciente.
Como é realizada a cirurgia?
A técnica cirúrgica é escolhida pelo especialista de acordo com as características de cada fratura.
Na maioria dos casos, pode ser utilizada uma placa específica associada a parafusos para manter os fragmentos ósseos na posição adequada durante a consolidação da fratura.
O procedimento é realizado por meio de uma incisão na região do punho. Os fragmentos ósseos são reposicionados e fixados com a placa e os parafusos, buscando restaurar o alinhamento adequado do punho.
Como é a anestesia?
Antes da cirurgia, o paciente passa por uma avaliação realizada pelo médico anestesista, que irá definir a técnica anestésica mais adequada para cada caso.
Em muitas situações, pode ser utilizada anestesia geral associada ao bloqueio de nervos do braço, proporcionando anestesia e controle da dor durante o procedimento e no período inicial após a cirurgia.
Como é a recuperação após a cirurgia?
Após a cirurgia, a reabilitação deve ser iniciada o quanto antes, de acordo com a orientação do especialista.
Inicialmente, quando possível, é importante movimentar os dedos da mão e as articulações do ombro e do cotovelo do lado operado, conforme orientação médica.
Posteriormente, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento com fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional, com o objetivo de recuperar progressivamente a mobilidade, a força e a função do punho e da mão.
O tempo de recuperação varia de acordo com o tipo de fratura, o tratamento realizado e as características individuais de cada paciente.
O osso pode "colar torto"?
Sim. Uma das possíveis complicações das fraturas do punho é a consolidação do osso em uma posição inadequada, também chamada de consolidação viciosa.
Essa complicação pode ocorrer principalmente em alguns casos tratados de forma não cirúrgica, quando a fratura perde o alinhamento durante o processo de consolidação.
O punho pode apresentar deformidade visível, dor e limitação dos movimentos. Inicialmente, o tratamento pode envolver fisioterapia e acompanhamento médico. Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia para corrigir a deformidade e melhorar a função do punho.
A placa precisa ser retirada?
Na maioria dos casos, não é necessário retirar a placa e os parafusos utilizados na cirurgia.
A retirada do material de síntese pode ser considerada em situações específicas, como quando o paciente apresenta sintomas relacionados ao implante ou existe alguma indicação individual para sua remoção.
A necessidade de retirada deve ser avaliada pelo especialista, considerando as características de cada paciente e sua evolução após a cirurgia.
Dúvidas Frequentes:
A placa vai apitar no banco ou no aeroporto?
Em geral, as placas e os parafusos utilizados nas cirurgias do punho são fabricados com materiais que não costumam ser detectados pelos sistemas convencionais de segurança. No entanto, os implantes podem ser identificados em exames de imagem, como radiografias.
Quem tem placa no punho pode fazer ressonância magnética?
Em geral, os implantes ortopédicos modernos, como placas, parafusos, hastes e próteses, são compatíveis com exames de ressonância magnética. O risco de aquecimento ou deslocamento desses implantes é considerado muito baixo.
É importante, entretanto, informar à equipe médica e ao serviço de radiologia sobre a presença de qualquer implante antes da realização do exame, para que sejam avaliadas as condições específicas de segurança.
A presença da placa pode atrapalhar a imagem da ressonância magnética?
Sim. Dependendo do material do implante e da região examinada, pode ocorrer alguma distorção da imagem, conhecida como artefato.
Existem técnicas específicas que podem ajudar a reduzir esses artefatos e melhorar a qualidade das imagens obtidas no exame.
Está com dor no punho após uma queda ou trauma?
Uma avaliação especializada é fundamental para identificar a fratura e definir o tratamento mais adequado para cada caso.