A Doença de Dupuytren, também conhecida como Contratura de Dupuytren, é uma condição que provoca o espessamento e o endurecimento de um tecido localizado abaixo da pele da palma da mão. Com a evolução da doença, podem se formar nódulos e cordões de tecido que levam à retração dos dedos, dificultando progressivamente sua abertura e extensão completa.
Imagem Autoral ( Fonte: Dr. Aldo Okamura )
A condição costuma afetar principalmente o dedo anelar e o dedo mínimo, mas outros dedos também podem ser envolvidos. Em alguns casos, as duas mãos são afetadas, embora geralmente uma apresente maior comprometimento.
A evolução costuma ser lenta, podendo ocorrer ao longo de meses ou anos. À medida que a doença progride, atividades simples do dia a dia, como apertar as mãos, colocar a mão no bolso ou apoiar a palma sobre uma superfície plana, podem se tornar mais difíceis.
Quais são os sintomas da Doença de Dupuytren?
Um dos primeiros sinais da doença é o aparecimento de um nódulo endurecido na palma da mão. Esse nódulo geralmente não causa dor, mas pode ser sensível ou causar desconforto.
Com a progressão da doença, podem surgir cordões endurecidos sob a pele, que se estendem da palma em direção aos dedos. Esses cordões podem se retrair gradualmente e fazer com que os dedos permaneçam cada vez mais dobrados em direção à palma da mão.
Os principais sinais e sintomas incluem:
Nódulos ou áreas endurecidas na palma da mão;
Formação de cordões de tecido sob a pele;
Dificuldade para estender completamente um ou mais dedos;
Dedos progressivamente dobrados em direção à palma;
Limitação para abrir a mão;
Dificuldade para realizar determinadas atividades do dia a dia;
Impossibilidade de apoiar a mão completamente aberta sobre uma superfície plana.
O dedo anelar e o dedo mínimo são os mais frequentemente afetados, mas outros dedos também podem apresentar alterações.
O que causa a Doença de Dupuytren?
A causa exata da Doença de Dupuytren ainda não é totalmente conhecida. Acredita-se que fatores genéticos e alterações nos tecidos da palma da mão estejam envolvidos no desenvolvimento da condição.
Alguns fatores estão associados a um maior risco de desenvolver a doença, como:
Idade, especialmente após os 40 anos;
Sexo masculino - homens têm mais probabilidade de desenvolver contratura de Dupuytren do que as mulheres.
Genética - pessoas de descendência do norte da Europa têm maior risco de desenvolver a condição.
Histórico familiar - a contratura de Dupuytren é frequentemente hereditária.
Uso de tabaco e álcool - Fumar está associado a um risco aumentado de contratura de Dupuytren, talvez devido a alterações microscópicas no tabagismo causadas por vasos sanguíneos. O consumo de álcool também está associado à contratura de Dupuytren.
Diabetes - pessoas com diabetes têm relatos de maior risco de desenvolver a contractura de Dupuytren.
A presença desses fatores não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença, mas pode estar relacionada a uma maior predisposição.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da Doença de Dupuytren é realizado, na maioria dos casos, por meio da avaliação clínica e do exame físico da mão.
Durante a consulta, o especialista observa a presença de nódulos, cordões e alterações na pele da palma da mão, além de avaliar a mobilidade dos dedos e o grau de retração.
Um dos testes utilizados é pedir ao paciente que coloque a mão aberta sobre uma superfície plana. A dificuldade ou impossibilidade de encostar completamente a palma e os dedos na superfície pode indicar a presença de uma contratura.
Em alguns casos, exames complementares podem ser solicitados para avaliar outras condições ou esclarecer o diagnóstico.
Como é tratamento?
O tratamento da Doença de Dupuytren depende do estágio da doença, do grau de retração dos dedos e do impacto que a condição causa na função da mão e nas atividades do paciente.
Em casos iniciais, quando a doença não provoca limitação significativa dos movimentos, pode ser indicada apenas a observação periódica pelo especialista.
Quando a contratura evolui e passa a comprometer a função da mão, podem ser consideradas diferentes opções de tratamento, de acordo com cada caso.
A fisioterapia pode fazer parte do tratamento, especialmente após determinados procedimentos, contribuindo para a recuperação da mobilidade, da força e da função da mão.
Em casos mais avançados, a cirurgia pode ser indicada para remover ou liberar os tecidos que estão provocando a retração dos dedos, com o objetivo de melhorar a abertura da mão e recuperar sua função.
A Doença de Dupuytren pode voltar a se manifestar mesmo após o tratamento. Por isso, o acompanhamento com um especialista em cirurgia da mão é importante para avaliar a evolução da condição e definir a melhor abordagem para cada paciente.
O diagnóstico e o tratamento precoces podem ajudar a preservar a função da mão e evitar que a limitação dos movimentos se torne mais significativa.
Está com dificuldade para esticar completamente os dedos?
Uma avaliação especializada pode ajudar a identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado para você.